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Carmine Infantino



País de nascimento: Estados Unidos da América
24 de maio de 1925
4 de abril de 2013

Lista de revistas com trabalhos de Carmine Infantino
Veja lista detalhada dos trabalhos


Um dos nomes mais importantes dos quadrinhos americanos. Estudou na School of Industrial Arts e na Art Students League em Nova York. Começou a carreira desenhando o super-herói “Jack Frost”, para a editora Timely (atual Marvel) em 1942. Mas foi na editora DC que o nome de Carmine Infantino ficou mais associado. Ele ingressou na DC em 1946, onde desenhou o “Flash” original (Joel Ciclone), “Patrulha Fantasma”, “Johnny Thunder”, “Lanterna Verde” e “Canário Negro”.

Nos anos 50 Infantino mudou seu estilo de traço duro para o atual que conhecemos, influenciado pelos artistas de “pulps” Edd Cartier e Lou Fine. Influenciado pela arquitetura, criou cenários espetaculares e cidades futuristas em séries como “Flash” e “Adam Strange”. Também deu orientações artísticas a jovens desenhistas da DC na época, como John Romita.

Em 1956, Infantino iniciou sua longa colaboração na nova versão de “Flash”, que trouxe o gênero super-heróis de volta, inaugurando assim a chamada “Era de Prata” dos gibis americanos. Infantino desenhou o novo “Flash” até 1967. Neste interim, também emprestou seu pincel a “Adam Strange”, “Desafiador”, “Cabelos de Fogo” e a reformulação de “Batman”.

Assim que a DC passou a fazer parte do conglomerado da Warner, em 1967, Infantino foi promovido para o cargo de editor-chefe. Até o final dos anos 70, foi promovido a “publisher” (presidência) da DC. Tentou recrutar alguns artistas da concorrente Marvel, como Jack Kirby e John Buscema, mas só conseguindo o primeiro.

Como diretor editorial, teve uma passagem polêmica no episódio que se chamou “A implosão DC”, quando, em meados dos anos 70, diversos títulos foram cancelados devido ao descontrole da distribuição. Foram revistas como “Bat Lash”, “Capitão Marvel” (“Shazam!”), “Bomba” e “Lanterna Verde & Arqueiro Verde” e heróis licenciados (que não pertenciam à DC) como “O Sombra” e “Tarzan”.

Já como “publisher”, esteve envolvido no primeiro “cross-over” (encontro) entre super-heróis de editoras diferentes (no caso, DC e Marvel): “Superman vs. Homem-Aranha” (1976). De acordo com o próprio Infantino, a idéia de juntar os dois personagens não foi dele nem de Stan Lee (um dos criadores do herói aracnídeo), mas dos altos escalões daquelas empresas. Ainda segundo Infantino, ele era contra juntar seu Homem de Aço com o super-herói da editora concorrente, porque a Marvel, na época, já não era aquela grande editora dos anos 60 e, por isso, botar o Aranha ao lado do kryptoniano indestrutível seria fazer propaganda da concorrente.

Em janeiro de 1976, a Warner Communications (dona da DC) substituiu Infantino pela novata Jenette Kahn como “publisher”. Infantino retornou então à carreira de desenhista freelance. Mesmo não sendo mais o chefão da DC, Infantino ainda era um nome respeitado. Foi inclusive chamado para supervisionar o roteiro do sucesso cinematográfico “Superman”, de 1978.

Além da DC, desenhou para os magazines de terror da Warren Publishing e, para a Marvel, emprestou seu talento a títulos como “Star Wars”, “Mulher-Aranha” e “Nova”, o herói adolescente.

Em 1982, de volta à DC, Infantino assumiu o “Flash” novamente, além de trabalhar em “V” (baseado na série de TV), “Star trek” e “Tornado Vermelho”.

Infantino também trabalhou em material para jornais. Em 1961, foi chamado às pressas para continuar a história “O terror da selva” (“The limper”), que estava sendo publicada na página dominical do “Fantasma” quando o desenhista oficial, Wilson McCoy, morreu de ataque cardíaco. “O terror da selva” foi continuada por Infantino, que a fez somente por duas semanas, sendo concluída por Bill Lignante. Infantino também emprestou seu pincel para o “Flash Gordon” de Dan Barry e as tiras de “The Lone Ranger” (http://www.tcj.com/the-carmine-infantino-interview/3/ ). Entre 1990-91 Infantino fez, em parceria com William Messner-Loebs e John Nyberg, as tiras diárias de “Batman” (desta vez baseado no filme de 1989), experiência da qual não gostou.


Notas e fontes —
(na foto, o artista nos anos 70)
“Comics Scene Specacular” 6, 1992;
texto de Deddy Edson no “Fantasma Gold” 1, Opera Graphica



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    em 05/03/2007 00:00:00