Comic Boom!


Falcão Negro



Licenciador: TV Tupi
Criado por: Péricles Leal

Lista de revistas com participação de Falcão Negro

No início da TV brasileira as séries nacionais costumavam seguir pelo caminho da aventura e dos contos-de-fada europeus. Com isso, a nossa televisão estava sempre cheia de heróis, baseando-se muito nas histórias em quadrinhos e nos seriados americanos. Uma das primeiras séries de ação da TV Tupi, uma mistura de Zorro com Alladin, foi a do espadachim “Falcão Negro”, que por quase uma década combateu o crime em seu reino medieval.

Ele era o alter-ego do Marquês Jean de St. Germain, um herói mascarado em aventuras de capa-e-espada que se passavam na França e em terras exóticas, estabelecendo para as futuras gerações o poder e os padrões de ética e justiça. Falcão Negro defendia com sua arma em punho a doce Lady Bela (Haydée Miranda).

As aventuras eram escritas por Péricles Leal, que abusava da astúcia de seu personagem e lhe dava capacidades quase sempre ilimitadas. Perdemos a conta de quantas espadas Falcão Negro enfiou embaixo do braço dos vilões. Como não existia uma rede única, só uma padronização geral, existiam diversos "Falcões" pelo Brasil. Em São Paulo José Parisi e no Rio de Janeiro o herói era feito por Gilberto Martinho.

Como o programa era transmitido ao vivo, tornava-se comum o improviso e os acidentes de trabalho durante a exibição das aventuras, como o de Jece Valadão, que acertou um banco na cabeça de Gilberto Martinho, fazendo os espectadores pensarem que o ator tinha morrido. Como exemplo de improviso temos essa história sobre um dos figurantes que já tinha um certo temor de enfrentar o jeito naturalista com que Gilberto Martinho, utilizava sua espada. Já escolado com as estocadas que levava toda semana, resolveu radicalizar. Não deixava mais Martinho aproximar-se em cena. Certo dia, marcado para morrer pela espada maldita, o figurante manteve sua determinação. Falcão Negro puxou a arma, apontou-a para o figurante e soltou a frase-clichê: "Morra, miserável!". Antes que a espada tocasse o corpo do ator, ele pulou para trás escapando do golpe mortal. No entanto, ator consciente, o tal figurante, mesmo fugindo da estocada, respeitou a marcação e caiu morto. A cena teria ficado incompreensível, não fosse a presença de espírito de Gilberto Martinho que, mesmo surpreso diante da reação inesperada do inimigo, alterou o diálogo com precisão: - Quer dizer que, além de miserável, és cardíaco?

O ator Oliveira Sobrinho ganhou um pequeno papel na série como Arqueiro Pé-de-Coelho, o mensageiro do herói. Mais tarde Oliveira Sobrinho tornou-se o Boni, um dos grandes nomes da Rede Globo.

Em 1958, a Discos Carroussell lançou “As Aventuras do Falcão Negro”, LP com a história que contava a origem do herói, interpretada pelos atores da versão carioca. Na França medieval, para vingar o pai, morto por um tirano, o jovem nobre Jean de Saint Germain assume a identidade do Falcão Negro, um espadachim mascarado. Realizada a vingança, o Falcão Negro decide seguir a vida de aventureiro, combatendo o crime e estabelecendo os padrões de ética e justiça desde as montanhas do Tibet até as águas do Pacífico, passando por terras misteriosas como os reinos de Almira, Laperce e das Amazonas, ou a estranha região dos Homens-Pássaros.

A série ganhou uma versão em quadrinhos que estreou em 1958, pela editora Garimar e foi desenhada por Getúlio Delphin, Walter Peixoto e Fernando de Lisboa.


Notas e fontes —
http://www.infantv.com.br/falcao_negro.htm





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  • Erico Molero
  • Adicionado por
    Erico Molero
    em 01/11/2007 11:34:00