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Betty Boop

Nome original: Betty Boop
Licenciador: King Features Syndicate
Criado por: Grim Natwick, Max Fleischer

Lista de revistas com participação de Betty Boop

Divertida e sensual, Betty é a veterana heroína dos desenhos animados distribuídos pela Paramount e que vem divertindo gerações de fãs, tanto no cinema quanto nas histórias em quadrinhos. Apareceu pela primeira vez em 9 de agosto de 1930, no desenho “Dizzy Dishes”, da série “Talkartoons”.

O curioso é que, em sua estreia, Betty era um cachorrinho “poodle” mas, com o tempo, não só ganhou formas humanas como acabou se tornando o retrato de uma época, representando a boneca francesa. Seu traje antecipou a minissaia, deixando à mostra a liga adornada com uma flor. Cílios postiços, lábios pintados em coração, duas rodelas de “rouge” de cada lado da face — segundo o crítico Luís Gasca, “no melhor estilo Mae West” — faziam de Betty Boop uma figura marcante.

A criação de Betty costuma ser atribuída à dupla Max Fleitcher e Grim Natwick. Fleitcher lançou-a de imediato numa operação de “merchandising” que incluía roupas, cosméticos, brinquedos, rádios, enfim, uma infinidade de produtos que a fizeram mais famosa ainda. Em 1934, o distribuidor King Features, de olho no êxito alcançado pela sensual morena dos “cartoons”, entrou em negociações com Fleischer para o lançamento de “Betty Boop” nos quadrinhos. Assim, em 23 de julho de 1934, começaram as tiras diárias da personagem. E, a partir de 2 de dezembro daquele ano, surgiram as páginas dominicais, coloridas. Bud Counihan foi o escolhido para desenhar esse material para jornais.

Betty Boop tinha muito de Claudette Colbert, atriz francesa que fazia sucesso em filmes norte-americanos. Mas também da cantora Helen Kane, de quem Betty tirou, em um de seus desenhos, seu famoso refrão “Boop-Oop-a Doop-Girl”.

Betty desencadeou uma onda de erotismo nos quadrinhos e nos desenhos animados no começo dos anos 30 e se tornou um dos ícones mais salientes da Era do Jazz e da Depressão. Tornou-se também a heroína dos surrealistas franceses. Isto porque em suas histórias o absurdo costumava comandar o espetáculo: patos selvagens usados para caçar espingardas, carros trafegando nas calçadas para não perturbar o fluxo de pedestres no meio da rua, um pai que, de tanto falar, acabava com um toca-discos no lugar da cabeça (ver Sérgio Augusto em “Especial Globo” n° 1, abril de 1992).

Infelizmente, as tiras foram canceladas em 23 de março de 1935, enquanto que as dominicais se encerraram em 27 de novembro de 1937. O último desenho animado da série cinematográfica foi produzido em 1939 (v. “Especial Globo” n° 1). Porém, o saudosismo ocorrido na América no final da década de 70 propiciou o retorno definitivo de Betty Boop na década seguinte. Uma nova onda de “merchandising” — desta vez mais sofisticada do que nos anos 30, inclusive com o lançamento de seus antigos desenhos em VHS — fez com que a personagem ficasse popular mais uma vez.

E mais uma vez o King Features voltou a produzir os quadrinhos de Betty — em 19 de novembro de 1984 — desta vez em dobradinha com o Gato Felix. Essas HQs eram produzidas pelos quatro filhos do desenhista Mort Walker (o criador do Recruta Zero): Neal, Morgan, Brian e Greg. Felix tinha um papel secundário na série, tendo inclusive deixado de aparecer durante o ano de 1987, época em que a historieta passou a se chamar “Betty e seus amigos”. Este segundo “opus” do King foi publicado até 31 de janeiro de 1988.

Mas ainda hoje, esporadicamente, Betty aparece em reapresentações, no cinema, na TV e nos quadrinhos.



Fontes —
- Notícias em Quadrinhos, EBAL, fev. 1970
Betty Boop



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