Vertigo: Além do Limiar


Benvenuto Cellini



Licenciador: Personagem Real


Lista de revistas com participação de Benvenuto Cellini

Benvenuto Cellini [1500-1571] nasceu em três de novembro de 1500, na cidade de Florença, Itália. Seu pai era luthier, um fabricante de instrumentos musicais e esperava fazer de seu filho um grande músico. No entanto, Cellini tornou-se aprendiz de ourives, mas por pouco tempo, ainda em Florença e depois em Siena e Pisa. Viajou a Roma no intuito de obter a proteção de algum mecenas da Cúria e logo conseguiu a encomenda de um saleiro de prata para um cardeal.

Estreou profissionalmente com tamanha maestria, que seu patrono passou a exibir o trabalho de Cellini pelas ruas da cidade. A proteção das artes, durante o Renascimento, foi promovida pelos ricos mercadores, banqueiros, nobres e pelos políticos, porque buscavam destacar-se socialmente ao contratar o trabalho dos artistas talentosos. Dessa forma, em torno do Papa Clemente VII (1523-34) se reuniam os melhores artistas, Cellini foi introduzido nesse círculo e contou com remuneração e prestígio social como integrante da corte papal.

A guerra entre a França e a Espanha, além de devastar o norte da Itália, se estendeu até Roma, invadida em 1527 pelos exércitos mercenários do Imperador Carlos V. Cellini, refugiado no Castelo de Sant’Angelo, comandou um grupo de homens o qual protegeu o Papa e alguns cardeais ali refugiados. Uma vez expulsos os invasores, Cellini foi celebrado como um herói de Roma. Para o Papa Clemente VII produziu diversos trabalhos, entre os quais um medalhão de ouro com a imagem do pontífice, em 1534.

Após a expulsão do inimigo, Cellini voltou ao trabalho de ourivesaria. Dada a sua qualidade e sofisticação, estas se tornaram obras-primas. Em 1534, o novo Papa, Paulo III (1534-49), não dispensou o trabalho de Cellini, na época o maior artista em sua especialidade e um dos principais representantes da arte maneirista, uma forma de expressão estilística vista como a transição entre o Renascimento e a arte barroca. Benevuto Cellini viajou a Paris e seu talento despertou rapidamente as atenções do Rei da França, Francisco I de Valois, o qual, encantado, ofereceu-lhe um lugar na corte, mas Cellini não aceitou e voltou para Roma.

Envolveu-se em intrigas, foi preso, acusado por seus inimigos de ter roubado joias do tesouro pontifício. No entanto, com ajuda de amigos influentes, foi solto e resolveu voltar à França. Atendeu ao convite do Rei Francisco I, dedicou-se à produção de peças que encantaram a corte francesa. As mais reverenciadas obras do artista são: o grupo em bronze de Perseu segurando a cabeça da Medusa, escultura encomenda do duque Cosmo I de Médici, hoje exposto, após recente restauração, na Loggia dei Lanzi, em frente à Galleria degli Uffizi, em Florença, sem dúvida um dos maiores monumentos da Renascença; um crucifixo em tamanho natural, de mármore, atualmente exposto no Escorial, perto de Madri, feito para seu próprio túmulo, mas posteriormente vendido aos Médici, que o mandaram à Espanha; um botão de ouro para a capa do Papa Clemente VII, o qual apareceu em uma relação de objetos entregues pelo Papa Pio VI a Napoleão, em 1797, como indenização pelas campanhas militares do corso; um saleiro em ouro, o qual representa Netuno e Anfitrite, atualmente em Viena; além de inúmeras medalhas, moedas, cálices, joias, muitas desaparecidas, as quais demonstravam a maestria de Benvenuto Cellini com os metais preciosos.

No campo literário, Cellini começou a escrever, em Florença, em 1558, um livro de memórias autobiográficas, no qual mostrou suas paixões, deleites, sua arte, bem como autoelogios e extravagância. Criou um dos mais singulares e fascinantes livros jamais escrito, com passagens verídicas e outras fantasiosas, crimes, ankos e demônios, na certamente mais importante autobiografia da Renascença. Foi também assunto de “Ascanius”, livro de Alexandre Dumas [1802-1870] sobre os anos em que passou em Fountainebleu; uma ópera de Berlioz e, mais recentemente, um musical na Broadway: The Firebrand of Florence, por Ira Gershwin [1896-1983] e Kurt Weill [1900-1959]. Benvenuto Cellini morreu em Florença, no dia 13 de fevereiro de 1571.

FONTES:
https://www.infoescola.com/biografias/benvenuto-cellini/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Benvenuto_Cellini

Benvenuto Cellini



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  • Amilton José de Oliveira
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    Amilton José de Oliveira
    em 06/11/2012 14:26:00
    Editado por Fabio Garcez