Vertigo: Além do Limiar


Lyrio Aragão



País de nascimento: Brasil
1933
1968

Lista de revistas com trabalhos de Lyrio Aragão
Veja lista detalhada dos trabalhos


(na foto, o artista em foto do site Nostalgia do Terror)

Desenhista brasileiro, um daqueles que tiveram o fim trágico do suicídio (como Péricles Maranhão, Wally Wood, Milton Júlio e Jack Cole). Lyrio Aragão Dias foi muito ativo nos anos 60, fazendo HQs de terror diferentes, situadas no ambiente urbano de São Paulo e com pitadas de humor. O curioso é que, naquela época, ele era investigador de polícia (nos anos 60 fazia HQ como renda complementar e por que gostava de desenhar), assim como o colega Waldyr Igayara. Aragão foi introduzido no mundo dos quadrinhos por Gedeone Malagola, outro artista que também vinha da polícia.

Mais tarde, Aragão foi desenhista da linha Disney na Abril.

De acordo com o desenhista Luiz Saidenberg, “Lyrio era mais velho e tinha mais experiência das coisas do que Shima [Júlio Shimamoto] e eu. Foi, muitas vezes, nosso guia (como o guia Arellano de ‘Na trilha de Masamune’) nas rotas da boêmia noturna. Ele nos revelou um pequeno roteiro de restaurantes da São Paulo da época, entre outras coisas. Graças a ele, conhecemos a Caverna Santo Antônio, na rua Líbero Badaró, quase esquina com o Largo de São Bento, e lá comemos e tomamos umas e outras. Conhecemos a Adega Lisboa Antiga e saboreamos sardinhas na brasa num boteco no largo de São Francisco. Na praça da Sé conhecemos um bilhar onde se tomava um bom chopp. E o restaurante Dom, bom e barato, onde se comia no balcão. Nada disso existe mais. Em tempos mais prósperos de McCann Erickson, fomos os três, num sábado, almoçar no Gigetto, badalado restaurante da rua Nestor Pestana, freqüentado por gente de teatro e da vizinha TV Excelsior, com direito a Chico Anysio sentado na mesa vizinha. (...) Íamos também ao cinema. Vimos juntos o inevitável ‘Vampiro da Noite’, da Hammer, com Christopher Lee. Certa vez fomos ao Bairro da Liberdade, reduto japonês de São Paulo, onde Shima assumiu o comando. Ali assistimos a um filme de samurais e comemos ‘motis’, bolinhos de arroz japoneses. Bons tempos, mesmo!...”.

Aragão teve uma passagem não muito feliz pelo mundo das agências de publicidade. Foi para lá em 1962, levado por Zaé Junior, numa fase em que vários desenhistas brasileiros estavam trocando as HQs pela publicidade. Nessa época, era comum que estes departamentos nas grandes agências contassem com desenhistas que trabalhavam exclusivamente desenhando storyboards dos comerciais a serem produzidos. O tempo passou e em 1964 Aragão foi promovido para o estúdio da McCann-Erickson, onde passou a fazer de tudo e não apenas storyboards. Por volta de 1963 Aragão se afastou dos quadrinhos, só voltando em ocasiões especiais. Um desgostoso Aragão voltara a trabalhar como policial em 1968, no DEIC. O outrora sorridente e bem humorado desenhista cometeu suicídio naquele mesmo ano. Deixou três filhos: Maria Cristina, Marcelo e Marco.


Fonte
http://www.nostalgiadoterror.com/reportagens_4/lyrio_aragao2.htm


Lyrio Aragão

Personagens criados por Lyrio Aragão (2)


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  • Antônio Luiz Ribeiro
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    Antônio Luiz Ribeiro
    em 10/01/2010 17:53:00
    Editado por Antônio Luiz Ribeiro