Francisco Ibáñez



País de nascimento: Espanha
15 de março de 1936

Lista de revistas com trabalhos de Francisco Ibáñez
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Francisco Ibáñez Talavera nasceu em Barcelona. Criador dos mundialmente famosos Mortadelo e Salaminho, os dois desastrados agentes da T.I.A., publicados pela primeira vez na revista espanhola “Pulgarcito”, em 20 de janeiro de 1958.

Entre inúmeros prêmios recebidos em sua longa e prolifica carreira, Ibáñez recebeu, em 1994, o “Gran Premio del Salón del Cómic”, pelo conjunto de seu trabalho, onde sua carreira é reconhecida como uma das mais importantes entre os quadrinistas espanhóis. Talvez não merecesse. Está fartamente documentado que o autor de “Mortadelo e Salaminho” chupava descaradamente os quadrinhos franco-belgas, tanto na composição de cenas, na cópia de motos, carros, tanques e outros veículos menos comuns, quanto nas piadas. Copiava de vários autores importantes da época, mas o alvo principal era Franquin, tanto em “Spirou” quanto em “Gaston Lagaffe”. No caso de “Gaston Lagaffe”, Ibañez praticamente refazia a história, substituindo os personagens franco-belgas pelos seus Mortadelo e Salaminho. E passou a década de 60 fazendo isso, dezenas, centenas de vezes. A desculpa é que Ibañez tinha que produzir uma grande quantidade de páginas para a revista em que publicava. E é verdade, de fato tinha uma produção impressionante, criando e desenhando uma grande quantidade de séries simultaneamente, até que conseguiu fama suficiente para criar seu estúdio. Mesmo assim, manteve uma produção em outra escala, quando comparada com a produção franco-belga. Enquanto “Asterix” tem três dezenas de álbuns, “Mortadelo e Salaminho” tem cerca de duas centenas. De qualquer forma, não deixa de ser interessante a desfaçatez com que um autor profissional, publicando numa revista profissional, se aproprie, dessa meneira, do trabalho de outros colegas. (ver “QI” no. 131, jan. 2015)

No Brasil, o “Mortadelo e Salaminho” de Ibáñez foi publicado também no jornal “O Globo”, nos anos 70 e 80 — a página dominical, em cores, saía no “Globinho Supercolorido” (o suplemento dominical daquele diário carioca) desde o primeiro número, em 2 de julho de 1972. Entre 1976 e 1981 o “Globinho Supercolorido” tradicionalmente publicava a historieta na pág. 4.



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