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Pinduca



Nome: Henry
Nome original: Henry
Licenciador: King Features Syndicate
País de origem: Estados Unidos da América
Criado por: Carl Anderson

Lista de revistas com participação de Pinduca

Em meados da década de 30, época em que as histórias em quadrinhos de aventuras tinham conseguido um lugar de destaque na preferência do público leitor, começam a aparecer nos Estados Unidos as primeiras tiras de um personagem cujo universo em muito se distancia do peculiar àquele gênero de histórias.

O mistério, o suspense e as peripécias dos heróis — quase sempre invencíveis — dão lugar, nas novas tiras, às “aventuras” cotidianas de um menino que divide suas preocupações entre a maneira de conquistar sua namorada, conseguir um doce, passar a perna nos adultos ou inventar uma nova brincadeira com seu cachorro.

O responsável por esta criação é o desenhista Carl Anderson e o personagem criado, “Henry”, ficou conhecido no Brasil como “Pinduca” e também como “Carequinha” (em Portugal o nome original americano, “Henry”, foi mantido no “Jornal do Cuto”). A estreia se deu nas páginas do semanário “Saturday Evening Post”, em 19 de março de 1932. Dois anos depois, a historieta passaria para o King Features Syndicate, de William Handolph Hearst. E somente um ano depois já estava nas páginas dominicais, livros e também viraria animação. Suas aventuras (que ocorrem num subúrbio americano qualquer) estrearam no Brasil em 10 de setembro de 1936, no “Suplemento Juvenil”. As dominicais saíram entre nós também no “Suplemento Infantil” do “Diário de S. Paulo”, nos anos 50.

O curioso é que as tiras da série praticamente são mudas (as “gags” são apenas visuais), mas naquelas onde há balões, estes saem da boca dos outros personagens, não do singelo protagonista.

Quando seu criador morreu, em 1948, a série foi continuada por seu assistente, D. Trachte. Depois, Pinduca começa a ser desenhado por John Liney que contribui para a sua divulgação em todo o mundo, tornando-o um dos ídolo dos leitores de todas as idades.

As tiras e páginas dominicais de Pinduca não resultam tão somente em gargalhadas, mas também numa reflexão profunda a respeito do mundo infantil, cheio de riqueza em sua simplicidade e que Pinduca tão bem representa na sua forma muda e irreverente de observar e interpretar as complexas atitudes adultas.





Notas e fontes —
- Antônio Luiz Ribeiro
- “As Melhores Piadas do Pinduca”, Editora Abril, 1976

Pinduca



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