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John Romita

(acima, o artista nos anos 90)

Descendente de italianos, John Romita nasceu no Brooklin, Nova York, filho de um padeiro. Influenciado por Milton Caniff (de "Terry e os piratas"), ingressou aos 13 anos na School of Industrial Art. Aos 17, estava formado. Logo em seguida, começou a trabalhar com desenho comercial. Por essa época, tinha estreiado profissionalmente nos quadrinhos na revista "Famous Funnies" (da editora Eastern Color), mas já abandonado a idéia de ganhar dinheiro com HQs. Todavia, em 1949, concordou em ser assistente anônimo de Lester Zakarin, fazendo historietas para a editora Timely (hoje Marvel), ao mesmo tempo em que trabalhava como desenhista comerical para a Forbes Litography. A parceria com Zakarin durou cerca de um ano, até Romita alistar-se no exército para lutar na Coréia.

Em 1951, ainda no exército, fazia planos para casar-se com Virginia, uma amiga de infância. Como precisava de dinheiro, ele concluiu que estava na hora da Timely conhecê-lo. Naquele mesmo ano, ele entrou no escritório da Timely (agora Atlas Comics) e revelou como vinha trabalhando anonimamente para a casa. Saiu de lá com a missão de finalizar várias páginas desenhadas que a secretária entregou a ele. Foi a primeira vez que Romita fez a arte-final de uma HQ. Tratava-se de "It", publicada na revista "Strange Tales" 4, com data de dezembro de 1951. Em meados da década, já era um dos principais artistas da Atlas. Mesmo com todo o trabalho na editora, sentiu necessidade de diversificar e fez algumas HQs românticas para a DC Comics no gibi "Girl's Romance", onde teve Carmine Infantino como mentor. Quando a crise atingiu a Atlas, no final dos anos 50, obrigando a corte nos quadros, a DC foi a tábua de salvação de Romita.

Romita ficou na DC durante oito anos. Em 1965, a editora o despediu, ao concluir que sairia mais barato reprisar aquele vasto estoque de HQs de romance do que produzir histórias inéditas. Desiludido e esgotado, o jovem decidiu abandonar a indústria de HQs e voltou para a publicidade. Mas Stan Lee, da agora renovada Marvel, o convenceu a trabalhar para ele, oferecendo ótimas condições de trabalho. Lee aproveitara, assim, a grande bobeada da DC. Romita aceitou a proposta e foi para a Marvel ainda naquele ano de 1965. Como estava exausto, inicialmente trabalhou apenas como arte-finalista. Seu primeiro trabalho na nova Marvel foi a finalização da arte de Don Heck e da capa de Jack Kirby para o número 23 do gibi dos "Vingadores".

Como o desenhista Steve Ditko saiu após ter divergências com Lee no seu título de maior sucesso, "Homem-Aranha", o famoso editor passou o gibi para Romita. Este assumiu os desenhos na edição 39 com um trabalho bem diferente do que vinha sendo feito. Sob seu pincel, a revista "Amazing Spider-Man" se tornou a mais vendida da empresa em 1967.

Três anos depois de deixar a historieta, Romita assumiu as tiras do personagem para os jornais e as produziu de 1977 a 1981.

Depois de sair do "Homem-Aranha", ele assumiria "Quarteto Fantástico" por algum tempo e aplicaria muito das técnicas que tinha aprendido, mostrando uma arte mais madura e aprimorada que unia seu trabalho dinâmico no Aranha ao estilo que Kirby vinha desenvolvendo no "Quarteto".

Ele ficou pouco tempo no título e logo passou a arte para John Buscema, assumindo então o cargo de Diretor de Arte da Marvel. Nesta função, desenvolveu o visual de muitos personagens que outros desenhistas seguiriam nas publicações da Marvel.

Romita se aposentou oficialmente em 1996, mas nunca se desligou do seu trabalho no Marvel, participando assiduamente dos trabalhos da editora.


Notas e fontes —
"Alter Ego" no. 1, 1999.